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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pequena reflexão

Sentir-se amada, por vezes, nos faz pesar muito mais sobre nossos atos que quando somos repreendidos...
O afeto e o amor são sempre o melhor caminho.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Para acalentar o coração

Às vezes, quando já fizemos tudo o que era possível, o que nos resta é apenas rezar... 
Acho essa oração linda demais, sincera e serena.

 Prece de Cáritas

"Deus nosso pai, que sois todo Poder e Bondade, dai força àquele que passa pela provação, dai luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor! Que vossa bondade se estenda sobre tudo o que criastes.
Piedade, Senhor, para aqueles que vos não conhecem; esperança para aqueles que sofrem. Que vossa bondade permita aos Espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
Deus! Um raio, uma faísca do vosso amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos, oh Poder! Oh Bondade! Oh Beleza! Oh Perfeição e queremos, de alguma sorte, alcançar vossa misericórdia.
Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde se deve refletir vossa imagem."

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dose de ânimo

"CUMPRIMENTE a seus amigos com alegria. Muitas vezes, uma simples saudação alegre e espontânea conquista um coração e consola uma dor. A saudação triste e acabrunhada pode instilar veneno num coração alegre. Derrame alegria e bondade, ao encontrar uma pessoa conhecida, e já terá conquistado os benefícios de uma boa ação meritória. Que seus amigos sintam o calor de seu coração afetuoso no simples."

"Dizem que sou louca por pensar assim. Se sou muito louca, por eu ser feliz. Mas louco é quem me diz! E não é feliz, não é feliz..."

 Mais de uma vez palavras minhas de alegria trouxeram consolo e incentivo mesmo sem que eu soubesse. As vezes, quando me pediram um simples conselho ou apenas um ombro e uma palavra amiga, levaram muito mais que eu imaginei que pudesse oferecer...

Quantas vezes fraquejei, pensei em desistir, quantas vezes voltei atrás, recomecei, caí e me reergui. Muitas vezes cabisbaixa, com vergonha de olhar em volta, me sentindo a pior dos mortais. Quantas vezes eu mesma precisei de palavras de consolo, doses de ânimo, momentos de distração, um ombro ou um colo pra chorar, um abraço apertado, ou mesmo um simples olhar...

Ouvi algumas vezes que precisamos aprender a nos recarregar em nós mesmos, mas, naqueles momentos mais sombrios, como?!

Aprendi a observar mais, tentar entender o que sinto e vejo, perceber o mundo ao meu redor e meu mundo interior. Ainda estou descobrindo esses mundos mas posso dizer que fazer o bem me faz muito bem!

Percebi que muitas vezes ajudar alguém pode ser uma dose de ânimo também para quem ajuda.

Olhar as dificuldades do próximo e estender a mão nos faz olhar para trás e isso pode ser bom, assim vemos quantos obstáculos superamos, não apenas quantos ainda temos que enfrentar...

E a vida segue seu curso, cabe a cada um a decisão de seguir em frente e lutar ou contentar-se e aceitar...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Romantismo antigo

Hoje acordei com vontade de amar... Aquele amor gostoso e inocente de tempos remotos, de olhos nos olhos, conversas intermináveis, risos soltos, saudades de ver ou somente ouvir a voz, do frio na barriga ao pegar na mão, andar de mãos dadas, ver o sol se pôr, comer pipoca vendo filme, essas coisas simples. Sinto falta não de beijos ardentes, mas de um ombro gostoso pra me encostar, alguém para ser cumplice das pequenas coisas, testemunha dos meus passos, alguém que entenda que as vezes preciso apenas de um abraço apertado.
Amigos ajudam, mas cada um segue sua vida, sinto falta da parceria, dos planos conjuntos, do sonho de ficar junto e do esforço diário para que isso se realize.
Hoje acordei com aquele romantismo feminino que por auto-defesa faço desaparecer enfiando a cara no trabalho e pensando na cervejinha para relaxar no fim do dia, me ocupando com a cabeça cheia e o coração vazio, contentando-me com as alegrias que as conquistas profissionais oferecem.
Hoje é dia de me recarregar de amor, me fazer sentir bem comigo mesma, dia de reduzir o número de tarefas atrasadas e sentir orgulho de mim.
Bom dia a quem também quer sentir o quanto amar a si próprio é bom...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O amor bom é facinho

"Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada."

IVAN MARTINS
Editor-executivo de ÉPOCA

Achei este texto fantástico, infelizmente o mundo não está pronto para aceitar as excessões, as pessoas espontâneas e puras de coração...