"Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão.... tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito , não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer...Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
Hoje tentei buscar uma definição, descrição ou rótulo para mim mesma. Sempre tento entender por que sou tão diferente de todos, e quando algum amigo fala algo bacana sobre mim, sinto como se eu tentasse juntar pequenas peças de um quebra-cabeça... Este texto acima veio bem a calhar e posso ainda acrescentar que sou autêntica, não tenho medo ou vergonha, nem receio ou preconceito em ser feliz, independente da situação. Se sou uma pessoa que faz o bem e não estou fazendo mal para ninguém, porque tenho que me privar de estar com as pessoas que amo, ou em lugares que gosto, ou fazendo coisas que me dêem prazer? Não tenho vergonha de sair de "vela" dos meus amigos, se eles querem minha companhia, onde está o problema?! Será que não posso correr igual à Phoebe Buffay de Friends, ou rir como uma criança vendo desenho animado, ou dançar com idosos fofos numa festinha do asilo, ficar bêbada de milk shake de ovomaltine. Posso ficar louca de paixão enquanto estou com você e quando estivermos longe seguir minha vida normalmente? Curtir uma saudadezinha também é bom, gosto de ter alguém por perto, mas sei viver sozinha. É tão dificil entender isso, ou será que só eu sou assim?
Pior que sou da opinião que não adianta eu tentar me explicar, quanto mais tentamos, pior fica... Como disse Clarice, talvez me entender seja somente sentir.
Talvez eu seja somente uma criatura com fogos de artifício dentro de mim...
Um comentário:
É, autenticidade é a irmã da coragem. Ambas as coisas são poucos que tem de sobra como vc. Visto por esse texto que vc escreveu lindamente.
A verdade é que ninguém quer ser uma maionese Lizza, todos querem ser A Hellmann's, com tds os L's e N's que se tem direito. Isso sem nem sequer experimentar a primeira. O coitado do sapatinho simpático da Ramarin fica de fora se ao lado tem uma vitrine de Capodartes. O mundo é feito de rótulos mesmo. Mas o que vc faz é simplesmente o mais difícil, e o que te valoriza: tentar colocar no mercado um rótulo novo. Ofereça uma amostra grátis, 5 minutos de conversa com este ser único e vão entender que, são rótulos como este que o mundo precisa um pouco mais.
Um grande bjo maninho
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