E eis que quando alguém sem saber abriu a tão esquecida caixa de Pandora, todos os temores e males que ali foram trancados com muito esforço, tornaram-se presentes novamente. Ainda que a esperança não tenha sido perdida, o desespero súbito torna-se saliente, mesmo que com o baixar da poeira, a calmaria pós tempestade ou a luz do sol após uma longa noite, o momento de tormenta precisa ser compreendido antes de que possamos contorná-lo e retomar as rédeas das emoções.
De todos os temores sorrateiramente surge a frase que abalaria todas as estruturas, e que causaria uma catástrofe sem proporções: quem é você? Não posso dizer que a frase é sem precedentes pois ela sempre esteve ali, fazendo-se lembrar como um cuco de relógio, mas tanto foi feito para respondê-la e quando o quebra-cabeça parecia estar dominado, eis que surge o inesperado e leva tudo ao princípio... Provavelmente as coisas não estavam tão certas assim e certamente não estavam consolidadas...
Mas para organizamos um grande armário sempre precisamos tirar tudo de dentro para recomeçar, um chacoalhão também serve para reorganizar aquilo que incomoda.
Além disso, talvez seja hora de realmente entender que podemos ser pessoas maravilhosas mesmo sem termos conseguido tudo o que sonhávamos, pois mesmo sem conseguir todas as conquistas, desistir nunca fez parte das decisões.
E que os males sejam vencidos um a um.

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