A pós-graduação me proporcionou grandes mudanças de conceitos e valores: lavar louça, passar roupa e arrumar a casa, hoje chegam a ser tarefas gostosas, pois me fazem sentir que finalmente estou em casa "descansando". Por outro lado, estar em casa sem estar me dedicando a algum estudo, pesquisa e afins, chega a me dar um sentimento de culpa em alguns momentos, por eu pensar que não estou fazendo "nada".
Entre momentos mais ociosos e momentos de correria louca, eis que esta semana termina mais um semestre...
Muitas habilidades adquiridas, consolidadas ou em tentativa de aprendizado e incorporação: capacidade ninja de administrar, programar e executar múltiplas tarefas, paciência de monge budista para lidar com situações contrárias a nossa vontade e ritmo, auto-controle para não explodir o tanto que as vezes gostaria, mesmo que ainda sobre tolerância zero e falas concisas, prevenção de danos no planejamento de projetos (coletas de dados da pesquisa, análises laboratoriais e até mesmo administração da geladeira do lar), organização para redução da perda de tempo.
Ainda há muito o que melhorar, mas o mais importante é nunca deixar de tentar, nem desanimar! Estou feliz demais com toda a loucura que já foi e tentando controlar a ansiedade para a correria ainda maior que espero ser o restante do ano.
Momentos de caos e desanimo vem e vão, mas minha satisfação e realização com o que estou vivendo e com tudo que posso fazer nunca me deixaram desistir.
Sábio prof. Bento das divertidas e "viajantes" aulas de psicologia (as quais eu amava e participava rigorosamente!), sua frase me acompanha e é repassada em diversas versões: "Ter vontade de esganar é normal, o que não é normal é esganar!".
Bendita hora em que meus caminhos me trouxeram à odontopediatria, aprendi que lidar com crianças não requer paciência e sim treinamento e dedicação. Hoje trabalho com ainda mais amor, sonho com mais fervor e me permito às vezes ter vontade de esganar, sair correndo ou sumir, mas sempre buscando a serenidade de fazer o certo e não desistir de lutar!
terça-feira, 25 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Adorável admiração...
E então em um dia qualquer, pequenos gestos te fazem lembrar como é ser tratada como uma mulher, não apenas como uma colega, parceira ou amiga. E você, animal arisco, pessoa precavida, amedrontada pelas más experiências da vida, por um momento se permite sentir o prazer de se sentir bem, mesmo lutando com os fantasmas internos, sem expectativas, apenas aproveitando a sensação. E que sentimento bom, sem exageros, sem o romantismo costumeiro e os solavancos, apenas uma sensação boa, serena, a sensação de poder ser você mesma, de se permitir errar e os erros não se tornarem dragões cuspidores de fogo em busca da sua cabeça, apenas erros, defeitos... Aceitar os defeitos do outro, com naturalidade, sem tormentas. Será que isso é valorizar quem me quer te bem? Seria um adeus ao amor cego, ilusório? Apenas espero que seja bom, que eu relembre como é ser respeitada e cuidada, mas sem paparico, sem forçar nada, sem exageros, sem a sensação de invasão e perda da individualidade. Talvez eu estivesse certa em um ponto: antes de mais nada, é preciso que haja amizade.
Ainda passam pela minha mente lembranças marcantes de conversas com minha mãe falando sobre meu pai e mais marcante ainda é a lembrança do meu sentimento de profunda admiração dela pela sabedoria de meu pai. Para haver amor e para que ele persista, antes de mais nada, deve haver admiração e respeito. Há tempos penso isso e tento ver como se encaixa em minha vida... Em muitas áreas isso já se faz presente e realmente, com esses ingredientes, o sentimento é crescente.
Como é bom observar a vida, seus mistérios e seus pequenos acontecimentos... Aprender a tomar as rédeas e perceber no final, é tudo como um simples fluxograma, cada escolha uma consequência. Você faz sua escolha, eu faço a minha.
Escolhi cuidar de quem me quer bem.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Oração do Amanhecer
Senhor,
no silêncio deste dia que amanhece,
venho pedir-te a paz,
a sabedoria, a força.
Quero olhar hoje o mundo
com olhos cheios de amor,
Ser paciente, compreensivo,
manso e prudente,
ver alem das aparências teus filhos
como tu mesmo os vês e, assim,
não ver senão o bem em cada um.
Fecha meus ouvidos a toda calúnia.
Guarda minha língua de toda maldade.
Que só de bênçãos se encha meu espírito,
Que eu seja tão bondoso e alegre
que todos quantos se achegarem de mim
sintam tua presença.
Reveste-me de tua beleza, Senhor,
e que, no decurso desse dia,
eu não te ofenda
eu te revele a todos.
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