E então em um dia qualquer, pequenos gestos te fazem lembrar como é ser tratada como uma mulher, não apenas como uma colega, parceira ou amiga. E você, animal arisco, pessoa precavida, amedrontada pelas más experiências da vida, por um momento se permite sentir o prazer de se sentir bem, mesmo lutando com os fantasmas internos, sem expectativas, apenas aproveitando a sensação. E que sentimento bom, sem exageros, sem o romantismo costumeiro e os solavancos, apenas uma sensação boa, serena, a sensação de poder ser você mesma, de se permitir errar e os erros não se tornarem dragões cuspidores de fogo em busca da sua cabeça, apenas erros, defeitos... Aceitar os defeitos do outro, com naturalidade, sem tormentas. Será que isso é valorizar quem me quer te bem? Seria um adeus ao amor cego, ilusório? Apenas espero que seja bom, que eu relembre como é ser respeitada e cuidada, mas sem paparico, sem forçar nada, sem exageros, sem a sensação de invasão e perda da individualidade. Talvez eu estivesse certa em um ponto: antes de mais nada, é preciso que haja amizade.
Ainda passam pela minha mente lembranças marcantes de conversas com minha mãe falando sobre meu pai e mais marcante ainda é a lembrança do meu sentimento de profunda admiração dela pela sabedoria de meu pai. Para haver amor e para que ele persista, antes de mais nada, deve haver admiração e respeito. Há tempos penso isso e tento ver como se encaixa em minha vida... Em muitas áreas isso já se faz presente e realmente, com esses ingredientes, o sentimento é crescente.
Como é bom observar a vida, seus mistérios e seus pequenos acontecimentos... Aprender a tomar as rédeas e perceber no final, é tudo como um simples fluxograma, cada escolha uma consequência. Você faz sua escolha, eu faço a minha.
Escolhi cuidar de quem me quer bem.
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