Ando por aí, dando continuidade às minhas atividades tão numerosas com a mesma garra e força que acho necessária, porém o brilho de meus olhos parece não ser o mesmo... Há semanas que me deixo arrastar pela correria do meu dia-a-dia, não só pelo meu excesso de responsabilidade em querer fazer tudo bem feito, mas porque deixei que meu brilho fosse encoberto.
Fico numa constante reflexão sobre músicas com letras profundas, filmes românticos, sentimentos diversos de amor, sobre a vida, enfim... Aquela sensação de desilusão em amor platônico insiste em me incomodar e um vazio tenta preencher a alma. Vejo as movimentações das pessoas para agitar festas, a persistência em relacionamentos vazios, a competição desenfreada por quantidade e agora, como todo ano, o duelo do dia dos namorados. Parece uma competição entre solteiros e comprometidos para ver quem é mais feliz, que se diverte mais e a nossa querida mídia sempre contribuindo. Enfim, o "brilho" não tem nenhuma relação com essa data mas com sentimento...
Estou sentindo falta de amor, aquele amor que sempre me alimenta, que me preenche e me incendeia. Quero aquele amor natural e sincero, espontâneo e sem interesse. Quero sentir que amo, mas quero também ser amada. Quero ser amada pelo meu jeito, meus gostos, meu esforço. Quero aquele amor pelo qual luto há tanto tempo, aquele reconhecimento por meu respeito e dedicação.
Quero recuperar aquele brilho interno de quando achei que era amada de verdade, por quem eu sou, não por quem querem que eu seja...
Quero somente superar, reagir, reacender... Quero ser capaz de suprir essa dor sozinha, me recarregar comigo mesma, sem dependência afetiva. Achei que era independente, mas percebi que ainda tenho um longo caminho a percorrer.
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